13 agosto 2015

O que ando a ler. . . #6


Acabei de ler este livro no fim de semana passado. Embora o cenário e a época que o livro retrata sejam distantes, e mesmo sem ter nada a ver com a personagem e a sua história, houve um ou outro aspeto em que me identifiquei com a jovem Griet e com os seus pensamentos... Um exemplo disso é esta passagem que transcrevo: «Abrandei o ritmo. Anos a carregar água, a torcer roupa, a esfregar soalhos, a esvaziar bacios, sem hipótese de beleza ou de cor na minha vida, estendidos diante de mim como uma paisagem plana onde, a grande distância, se avista o mar sem nunca poder alcançá-lo.»; o meu trabalho não é igual, mas isto é o que sinto e penso tantas vezes, tal e qual, quando estou no meio dos números e do "cinzento" do escritório...
 
O livro tem frases muito bonitas, bem escritas e bastante descritivas, nomeadamente no que toca ao processo criativo do pintor, desde o trabalho para obter as tintas e as cores desejadas, à busca pela melhor disposição do modelo e do cenário a pintar e, claro, a técnica da luz na arte da pintura, característica marcante da obra de Vermeer. Há um filme baseado nesta história, com o mesmo nome do livro e do quadro que serviu de inspiração para este romance. Os atores nos papéis principais são Scarlett Johansson e Colin Firth. Agora que já li o livro, gostava de ver como foi retratado no cinema :)

...

Sinopse: No séc. XVII, em Delft, uma próspera cidade holandesa, tudo tinha uma ordem pré-estabelecida. Ricos e pobres, católicos e protestantes, patrões e criados, todos sabiam o seu lugar. Quando Griet foi trabalhar na casa do pintor Johannes Vermeer, pensou, por isso, que conhecia o seu papel: fazer a lida doméstica e tomar conta dos seis filhos do pintor. Ninguém esperava, porém, que as suas maneiras delicadas, a sua perspicácia e o fascínio demonstrado pelas pinturas do mestre a arrastariam inexoravelmente para o mundo dele. Mas, à medida que a rapariga se tornava parte integrante da sua obra, a intimidade crescente entre ambos espalhava tensão e decepção na casa e adquiria a proporção de um escândalo em toda a cidade.
Tracy Chevalier inspirou-se num dos quadros mais célebres de Vermeer - Rapariga com Brinco de Pérola - para escrever este romance, criando uma história bela e comovente sobre o abuso da inocência e o preço do génio.
 
 
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